09 fevereiro 2010

Procrastinação

Cheguei a casa cansada. Isto por si só, poderá parecer mais um post exausto que satura a própria gramática. Mas não. Escrevo porque me apetece. Porque preciso de escrever. Porque preciso desatar os vários nós que vou acumulando na garganta. Escrevo porque sim.

Cheguei a casa cansada. Poderia ter-me ido deitar, mas a necessidade de entregar um dos muitos trabalhos atrasados de FT obriga-me a ficar acordada.

Cheguei a casa cansada. Preciso de fazer os trabalhos, mas tenho dificuldade em trabalhar na sala.

Cheguei a casa cansada. Era conveniente trazer o portátil para o quarto, mas além da minha conchinha não ter internet, está no seu caos criativo de sempre, ou seja, não há espaço para colocar o portátil.

Cheguei a casa cansada. Ainda assim reuni forças para pôr a roupa suja, que ocupava todos os assentos disponíveis, para lavar.

Cheguei a casa cansada. Ainda assim tive coragem de seleccionar a papelada que me impedia de lembrar a cor do estirador.

Cheguei a casa cansada. Mas preciso de fazer o maldito trabalho...

Cheguei a casa cansada. Entretive-me a ligar o router que o mano grande ofereceu. Liguei-o ao modem, pode ser que o sinal wireless chegue à conchinha.

Cheguei a casa cansada. O router ainda está configurado para a ligação do mano. Era engraçado ligar-lhe para perguntar qual é a password.

Cheguei a casa cansada. Encontrei paciência para fazer reset ao router. Restaurei as predefinições de fábrica. Já tenho internet, só falta configurar a ligação.

Cheguei a casa cansada. Por curiosidade, fiz um teste de velocidade à minha ligação sem fios... Não é que com estes bezidróglios todos, acabo por ter um acesso mais rápido do que se fosse por cabo? Estou deliciada!

Cheguei a casa cansada. Tenho tudo pronto para fazer o amaldiçoado trabalho de FT. Só me falta a vontade...

Cheguei a casa cansada, se calhar faço amanhã...

05 fevereiro 2010

Apetite sucinto

Apetecia-me dissertar sobre a dinâmica complexa das relações inter-pessoais. "Apetecia-me" foi uma escolha verbal acertada. A conclusão deste apetite filósofo depende imenso do meu conhecimento sobre o assunto, que pode facilmente ser considerado nulo. É complicado.. Eis tudo.

30 janeiro 2010

Diariamente...

Há dias assim... Em que queremos dizer algo mas não sabemos o quê. Em que devemos dizer algo mas falta-nos a coragem. Há dias assim... Em que tudo o que é possível torna-se improvável. Tudo o que é diferente torna-se monótono. Há dias assim... Dias em que não deveria ser autorizada a publicar neste blog. Mas há dias assim... que remédio.

22 janeiro 2010

Quem sabe? Tu sabes? E ele?

As pessoas são no mínimo execráveis. Digo eu que não percebo nada disto. Estou sem paciência alguma para seres energumes, é um facto. Quem se julga superior, raramente o é, a não ser na terra do tra-la-la onde vivem. A minha vontade é de os pôr a todos no seu devido lugar, mas infelizmente não posso.. além disso nem me compete, já há muito que percebi que não é a minha tarefa educar o mundo.. Enfim, com triste pena constato que o mundo não merece a minha atenção. É drástico mas eficaz.

Aqui no paraíso das cabeças técnicas, a televisão deu o badagaio! Uii que animação: "vamos já fazer reset à box, e pede aí ao não-sei-quem para pôr a classe em interleaved - não deu?! Não faz mal, fazemos reset ao router! E quem é que tem o gerex ligado para o configurar? - Continua a não dar..." - pois é... acho que vamos ter que chamar um técnico..

20 janeiro 2010

Foi assim que aconteceu

Hoje tive um nível de produtividade incrível!
Não fiz absolutamente nada! A culpa não foi minha, estou (estava, agora que faltavam 15m para a minha hora de saída, corrigiram a situação) sem login, tive a saltitar de cadeira em cadeira, a suprir faltas nas posições motivadas pela hora de jantar e intervalo, até ser enviada para uma formação surpreendentemente esclarecedora, da qual não percebi absolutamente nada! Limitei-me a olhar para o supervisor, a acenar com a cabeça quando sentia que era devido tal gesto de concordância e a olhar fixamente, tentando na melhor das minha capacidades representativas fingir atenção inquestionável.
E assim se passou o meu dia de trabalho. Dia este, antecedido por umas fantásticas 3h de físico-química, igualmente produtivas, das quais discordei de métodos e cálculos, em silêncio, claro, visto o meu entendimento sobre o assunto ser nulo, mas basicamente a força constante gravitacional, é uma fórmula F=Gm1xm2/D(ao quadrado); Tendo isto em conta, por que raio o D(ao quadrado) que será supostamente a distância, é então preenchido pelo raio da terra? Bem, faltam 3m para a meia-noite, tenho que me deslogar, irei preocupar-me com isto na próxima quarta-feira, durante as consequentes 3h de estudo sobre os fenómenos metafísicos (sugestões são bem-vindas, claro).

18 janeiro 2010

Eu vooooouu.... para o desemprego!

Não resolvi nada! Estou mais que frustada. Assim ainda acabo despedida... Há um fenómeno cósmico a movimentar as engrenagens laborais contra mim! É injusto.

Caíu-me agora uma, ADSL, vamos ver se é desta!! (Estamos a ver...)
.....Não é. Sniff sniff...

Insomnie

Não sei se me deito, se fico acordada. Dilema terrível para quem tem que enfrentar o dia em várias vertentes. Acabei de personalizar esta amostra de blog ao máximo que me é possível. Até nem está muito mau se se vir assim com um olho meio fechado. A minha mãezinha já me informou que está muito escuro, e tem razão. Mas olhem, paciência...
Vou-me deitar que já não são horas para uma menina dada ao respeito andar por aqui. Vou-me deitar, não só pelas horas, mas também pela falta de assunto. Não há nada pior do que sentir-me oca.. Uiii, vou-me deitar que já não digo coisa com coisa (para não variar muito). Vou-me deitar.. Hei-de ir, hei-de ir...

10 janeiro 2010

Se ao menos funcionasse

Após vários meses de férias literárias, decido-me a reescrever (nem sei se está bem escrito, o caso é grave) neste endereço.
Tudo na vida tem uma razão de ser, mesmo quando a razão nos parece inexistente: gostaria de arrancar com um blog todo xiripiti, a bombar e tal, mas aparentemente não me está destinado.
Por agora pronuncio-me apenas sobre isto.. sobre a ausência de razões e de tempo que tenho para escrever, contrariada no entanto pela vontade de ver o efeito gráfico das palavras no ecran.
Humm.. esta inutilidade parece-me bem. Encontro-me no trabalho, aguardando ansiosamente para que não cheguem chamadas nesta altura, véspera de meia noite. Torço para que as minhas preces sejam ouvidas, sofro de uma vontade imutável de chegar a casa rapidamente, a um ambiente em que a temperatura não esteja próxima do 0, de forma a jantar e a cair na desejada cama no mínimo intervalo de tempo possível... Os dias com 17h têm muito que se lhe diga. Talvez até demasiado para que consiga elaborar aqui nestes 11m que me faltam. Se ao menos me faltassem 11m para tudo.. Se ao menos não andasse a trote, ao sabor das ventanias, sempre atrasada para o ontem.. sempre atrasada para a vida.. Enfim, monólogos para outros fins-de-semana, em que me faltem possivelmente mais do que 11m, e em que esperançosamente também não caiam chamadas.