13 setembro 2009

Novo, Novo, Velho!

Novo endereço,
Novo layout,
Novo blog (esta é mentira, é o mesmo)


visitas são bem-vindas!

14 agosto 2009

Epitáfio Em Memória d'O Sofá

Há coisas que nos acompanham desde sempre. Coisas materiais cuja origem não conhecemos muito bem mas desde o ínicio da nossa história, ou pelo menos, do que nos lembramos dela, sempre estiveram lá, marcando presença assídua na memória. Estico-me aqui, muito além do absurdo habitual, para escrever sobre um sofá, O sofá concretamente. A coisa material que me ocupou a tarde inteira, neste clima quase desértico, que experienciamos durante este Agosto. Não cresci muito mais, mas desde pequena que O sofá lá está, a marcar presença por entre o restante mobiliário, quase nunca utilizado. Acompanhou a primeira mudança, tendo deixado os outros para trás, O sofá durante uns tempitos foi o nosso único local de assento, até se adquirirem os confortáveis cadeirões, voltando a encostar-se O sofá a um canto, servindo apenas para pousar os cestos de roupa acabada de passar e pouco mais. Agora nesta jornada veio também, encatrafiado na sala em que mal cabe à força, uma vez que ainda estava em bom estado de conservação, era desperdício não trazer. Ao fim de quase dois meses de labuta inglória, somos obrigadas a chegar a uma conclusão: alguma coisa tem que sair. O quê? O sofá! - nunca é utilizado, ainda por cima não deve muito à beleza, não é preciso chamar o querido mudei a casa por uma decisão que podíamos perfeitamente ser nós a tomar. Vamos então vermo-nos livres dO sofá, supunhamos nós. Pragmaticamente, para aliviar o peso de carga, decidimos desmontar a parte "cama" dO sofa-cama; falar ou escrever é idoneamente fácil - destruir, acreditava eu em inocência, também. A não ser, que o objecto da nossa destruição, tenha sido alvo de uma construção trapalhona. Resumindo e concluindo, o raio da cama estava presa ao sofa por uns pregos grossíssimos, equivalentes ao diâmetro da minha mão, que nem sequer bem pregados estavam, a bela obra estava dobrada à volta da madeira do fundo. Logo hora e meia gasta aí, a utilizar uma chave de parafusos como pé de cabra, um alicate como tesoura, gira que não gira à volta das cabeças, lá foi. Uff, muito melhor! Agora que está leve, tiramo-lo com relativa facilidade. Esquecendo apenas que quando O sofá entrou, e passou pelo estreito corredor directo à sala de estar.. ..a casa estava vazia. Com vazia refiro-me sobretudo à ausência da estante das BDs que ocupa metade do hall de entrada. "Se tentarmos passar primeiro os braços, um ângulo de 45º, inclinando as costas obliquamente, empurrando um bocadinho para a cozinha..." - "Não passa assim.. puff.. e se fizermos isso, levantando acima da estante?" - "Podemos tentar" - "olha o candeeiro.." - "não passa na porta por causa das costas" - "Cuidado que eu estou aqui!" - Incrivelmente divertido, tanto que o raio dO sofa se recusava a sair do posto. Não estando para modas, fui buscar a serra à caixa de ferramentas, apontando directamente para o tecido, comecei a serrar. Foi o que comecei, sim, o terminar já envolveu pontapés e insultos mentais atentando contra a 3ª geração descendente do objecto. Não havia de ser mais teimoso, e já sem costas, lá passou (por cima da estante), tendo sido arrastado até aos caixotes de lixo mais próximos, que pelo momento da nossa chegada, já contavam com um fogão e um candeeiro - adicionando O sofá e a cama, será possivel fornecer uma casinha, nada ambicioso, assim uma coisa em começo de vida, beneficiando de um género de decoração negligé.
Não foi o filme da minha vida mas ocupou-me bem a tarde, em compensação dos muitos anos em que a sua presença foi descurada, achei que merecia uma referência. Portanto aqui fica, a história dO sofá, é favor ler com uma entoação estourada.

13 agosto 2009

Custo de Morte em Lisboa

A bela capital, centro da vida, epicentro da acção, espaço de referência neste pequeno país tuga, como obrigatoriedade em qualquer itinerário. Gosto da minha capital, não sei explicar porquê mas gosto. Não, não é patriotismo, não é veleidade no leque de interesses, gosto apenas. Tendo sempre vivido no que será considerado um subúrbio, faço agora o número da saloia que vem à cidade. Constatei há alguns anos atrás, na plenitude de todo o meu espanto, que as coisas nos arredores onde habitei, eram mais caras! Uma t-shirt “igualinha” às que se vendem na Zara por 4,90€, na Moda Jovem custa 9,90€. Poderá pensar-se que a diferença monetária se justifica pela qualidade, mas não. Um cinzeiro a imitar os da Casa, numa loja de decoração rasca, tende a duplicar o preço, porquê? Será que o dono foi compra-los à Casa e o excedente que nos cobra é o custo do transporte? Realmente não sei. Poderão questionar-se porque abordo isto, é justo e passo já de seguida a explicar: primeiro porque é suposto escrever aqui qualquer coisinha e, não tendo nada sobre o qual falar, parece-me um bom não-tópico. Segundo, como acima referi, sou a saloia que veio à cidade, e com a inflação em mente, encontrei alguns produtos que são a excepção nesta incompreensão. São eles pois, os periféricos do tabaco, os amigos do tabagista, perseguido neste holocausto de saúde que se vive. Falo de mortalhas e filtros uma vez que o tabaco em si tem preço de tabela, deixando os itens remanescentes por tabelar à descrição do vendedor. No meu subúrbio podia facilmente adquirir estes complementos por um total de 1,60€, tudo bem que já sabia onde era mais barato mas não variava muito à volta deste total, duas embalagens com 50 mortalhas, a 0,25€ cada, e caixinha com 100 filtros por 1,10€; na adorada capital que tanto gabo, na tabacaria do centro comercial do Lumiar, aproveitaram-se da minha necessidade de nicotina para me cobrarem 1,30€ pelas mortalhas, unicamente, este é apenas um exemplo demonstrativo. Ainda para mais, tendo em conta todas as inibições impostas pela lei do tabaco, lei essa que respeito, tendo atenção aos passivos, creio que o fumador devia beneficiar de umas promoções ou algo que se pareça, uma vez que nos assiste o direito de nos auto-destruirmos, sem cairmos à mercê das tabacarias que exploram o nosso vício. Acho indecente, tenho dito!! (Dupla exclamação para dar ênfase).

Finito

Bem, a pedido de muitas (as suficientes) famílias, resolvi que está na hora de reabrir isto para passar eras sem cá submeter post algum. Para quem se interroga onde estão as mudanças que justificaram o encerramento temporário, esclareço já: são peculiares, só os invisuais é que conseguem ver, está explicado? Óptimo, não gosto de ver ninguém intrigado!

11 junho 2009

Fechado para obras...


Informa-se por este meio que este blog [Desabafos Virtuais] estará provisoriamente suspenso até nova ordem em contrário. Pelo incómodo, as nossas sinceras desculpas.

A Administração,
Moizinha

28 maio 2009

Aha! A verdade escondida..!

Sempre me tinha interrogado a quem teria ido ela roubar a boca, agora finalmente, descobri!! Tenho pena do Moniz.. A despesa em batom parece-me insustentável.

23 maio 2009

Copie-se a história

Debato-me aqui (ali, no microsoft word) com a dificuldade em colocar por minhas próprias palavras o que é mencionado no livro de história de arte respectivamente à arte gótica. Debato-me, porque faço questão em fingir que compreendi o que apresento sob a designação de trabalho, característica muito apreciada pela minha profª desta disciplina, faz-me sempre festinhas na cabeça.

Os obstáculos com que me vou deparando, consistem com a graciosidade que se espera numa redacção, a não repetição das palavras, recorrer a sinónimos, tornar o texto corrido e fácil de apreender. Não é nada de outro mundo, mas cansa. Já mencionei que a profª de história de arte gosta muito desta minha insistência em reescrever o que já foi escrito? Já? Foi de propósito. Porquê? Explico já de seguida, só um momento.


(um momento)


A minha cara profª (de história de arte) gosta muito de ler as minhas criações. Demonstram capacidade de síntese; o facto de não lembrarem muito o Google também ajuda. O que me faz confusão, reside na curiosidade de que esta senhora, que gosta muito do que escrevo (tenho a sensação de já ter referido isto), é incapaz de escrever o que seja por ela própria.. Incapaz é muito severo, provavelmente é capaz mas recusa-se. Todas as fichas com que me abençoou resumiam-se à primeira entrada dos resultados do motor de busca. Enunciados que nos dita, são a cópia exacta das fichas de trabalho de um outro livro de HA (que por mero acaso também possuo, o facto de já ter chumbado é potencialmente responsável); Os powerpoints da aula são directamente, atrevo-me a dizer digitalizados, uma vez que é muito conteúdo para passar, mas quem sabe, o que é relevante é que diferenças do texto original para o diapositivo são nulas.

Enfim, já engonhei o suficiente, vou regressar à minha labuta; eventualmente talvez lhe pergunte (à profª) se também dá cotação ao plágio.


P.S. – Gostaria de conhecer o génio que achou que o corredor que intercepta a nave central de uma catedral se deveria chamar transepto, ou que o contraforte adornado no exterior da igreja tinha mesmo cara de botaréu!

02 maio 2009

Bomba atómica para dummies

Nas minhas inúmeras viagens pela rede, fui abençoada o suficiente para me deparar com isto:
http://forum.cifraclub.terra.com.br/forum/11/109654/
Para quem não tem paciência de seguir o link, elucido desde já que se trata de instruções para construção de uma bomba atómica, na óptica do formador, muito necessária dada a violência a que o nosso mundo assiste e, realmente, nada melhor para proteger o lar. Tudo bem que no Brasil não há comparação para o que se passa aqui mas continua a querer parecer-me algo drástico... para não dizer rídiculo. Ele tem até o requinte de colocar nas precauções de segurança, para evitarmos ficar perto da bomba no momento da detonação, a temperatura aquece muito e "pode" ser perigoso; caso seja inevitável para usarmos protector solar.. (conselho de amigo)!

15 abril 2009

É para levar sff!

Já há algum tempo que queria aqui colocar um texto sobre algo que nos aflige a todos, nós - presenças desta sociedade consumista - que mal temos tempo para respirar, quanto mais para nos sentarmos e saborearmos uma boa refeição caseira, onde a roda dos alimentos se encontra bem representada. Somos a geração dos corpinhos McDonalds, com tudo o que isso implica, bom ou mau. É um restaurante que frequento ocasionalmente, tal como muitas outras almas, e não sendo por sombras o meu prato de eleição, sou capaz de apreciar as facilidades que um big mac me proporciona. O impacto desta cadeia de fast-food na actualidade é exponencial e não me atrevo sequer a tentar descrevê-lo, não só porque me faltam informações, mas também porque tenho aulas amanhã.

À excepção dos meninos e meninas perfeitos, digo isto sem qualquer depreciação, toda a gente come mcdonalds. Prova disso serão os índices de excesso de peso e obesidade que se verificam em todas as metrópoles por esse globo fora. Toda a popularidade em torno da hamburgaria e o seu palhaço, transforma este pronto-a-comer num foco capitalista sobre o qual muitos comunistas poderiam dissertar.

Chegamos assim ao tópico de que quero falar (não, não sou "comuna", e o que tenho para dizer é ainda mais grave): sendo o McDonalds um dos melhores exemplos de capitalismo internacional (receitas milionárias), um dos maiores formadores de mão-de-obra no âmbito do primeiro emprego (não gasta muito com os funcionários), porque raio, repito para enfatizar a minha indignação, porque raio é que nos dá, a nós clientes, os produtos take-away dentro de um saco de papel que se desfaz com a humidade da própria comida? Aliás, creio na minha inocência, que "aquilo" não é o que legalmente se possa considerar um saco; não tem pegas para nos conceder um transporte cómodo e tranquilo, que assegure uma chegada ao destino, dos nossos bens alimentícios, na sua integridade máxima. Tem um sistema polimórfico de se fechar sobre si próprio, improvisando assim um amparo, apropriado para habituais roedores de unhas, podendo nós optar por esta forma de manuseio ou então aquela, a que envolve o ante-braço como suporte, sempre muito estilosa nos filmes americanos, mas na prática fazendo com que mudemos temporariamente de desodorizante para o fabuloso odor a fritos. Não me entendo com os ditos sacos e não entendo a (in)coerência da escolha. Tenho sempre a sensação de carregar o meu almoço numa fralda, e suponho não ser a única neste drama. Com tanto sucesso, as estimativas alegam que vendem um hamburger a cada 75 segundos, falta de orçamento não serve como desculpa, não seria de considerar emendar este flagelo do "é para levar sff"?

Deixo aqui o meu apelo, dirigido ao Sr. Palhaço McDonalds e sua Senhora, ouça as gentes, esta sua punch-line na'tem graça!

12 abril 2009

Ninguém quer fazer por mim..?

Alguém sabe o trabalhão que dá mudar o template de um blog? Bem, pelo menos no meu caso, sempre fui esquisita e, sempre me faltaram requisitos para me valer aos meus próprios caprichos. Mas com alguma seriedade, estava cansada do aspecto geral desta **** (censurado) e queria alterar um bocado as coisas, desisto assim por falta de paciência. A maior parte dos templates que encontrei (fora dos 16 propostos pelo blogger), eram alterações de templates do wordpress, ou seja, quaisquer mudanças que se quisessem fazer aos mesmos, era necessário algum conhecimento (ou pelo menos vontade de aprender) de html; sem falar nas inúmeras linhas de código com patentes, créditos e direitos, tudo bem para quem os desenhou, precaver-se não é mau, mas bastava-me fazer isto (estou a fazer agora para exemplificar) - "ctrl + a, del" - e continuava a poder usar o template sem prestar a devida autoria.. Confesso isto porque não o fiz, acabei por regressar ao pré-definido do blogger e olha, auguente-se.

PS - quem estiver interessado e com paciência para mudar de tema, um bom site que encontrei e recomendo é http://btemplates.com/ - inúmeros templates "grátes"

[edit] humm.. relendo este post creio piamente que devia ter continuado com o ctrl + a, del...

08 abril 2009

Dear PlayBullys..

Já saiu para as bancas há algum tempo mas só agora (como se nota) é que me pronuncio sobre ela. A tão aguardada playboy portuguesa despertou as suas polémicas, tanto no mundo virtual como no jet-seis nacional. Desde a escolha da Mónica Sofia como "inesquecível primeira", as opções gráficas, até ao conteúdo interior, tudo já foi escrutinado, falado, dito e mal-dito sobre a estreia da revista masculina. Bem ou mal falam sobre isso, é o que penso. Censuro sem dúvida aqueles que não hesitam em julgar sem ter lido, ou até mesmo que leram, gostaram e não admitem, porque afinal de contas estamos a falar de um produto nacional, eu cá só compro estrangeiro, porque no estrangeiro tudo é melhor, sim deve ser, só pode, afinal de contas não é feito cá.
Cansei-me de ler inúmeros comentários pobres de espírito, "Porque cá não há babes, as norueguesas, essas sim! Porque a mónica parece saída da amazónia, tem as mamas descaídas, o fundo é onde? Na ribeira do Sado? 8 páginas de entrevista ao Costinha? Não tem editores ou é para agradar à população gay?" Pessoalmente, creio que qualquer um faz melhor quando não tem de facto que provar que faz; A Mónica como primeira capa não podia ter sido melhor escolha (haviam de lá meter a Maya, não?), uma rapariga portuguesa de traços exóticos, conhecida por ter feito parte das Delírio, independentemente da capa ser ou não do meu agrado, concordo com a não exposição logo no primeiro número, puritanismos à parte, a playboy tem uma quota parte de mercado que não está minimamente interessado nas entrevistas/artigos, quer apenas, perdoem-me a expressão: "gajas nuas"; se a cachopa fosse logo despida para a banca, não havia necessidade de espreitar o interior. Aos que não sabem, e por falta de informação não será, é uma triste pena que se manifestem na ignorância, a playboy não edita as entrevistas. Como o entrevistado fala, o que quer que diga, é assim que é impresso no papel; pela minha parte também fiquei surpreendida por o Costinha ter tanto para dizer, mas olha, bom para ele. Em relação às fotografias de nú artístico no interior achei o estilo de produção elegante e recomendável, se irá de encontro ao esperado público-playboy, alguém mais qualificado que eu dirá. Devo confessar que a minha parte preferida centra-se na intervenção do Nuno Markl "Querida, é pelos artigos", sendo apenas um apontamento sobre a sua colaboração na revista, mas promissor sem falhar com o humor a que nos habituou.
Regra geral, creio que a playboy tem pernas para andar, tendo o seu próprio nicho de mercado, diferenciando-se das outras também catalogadas como revistas masculinas. Vamos lá ver é se o português merece.

18 fevereiro 2009

Indiferente

Independentemente das vontades, o mundo gira sem respeito algum por aqueles que param uns segundos para descansar.

08 fevereiro 2009

Diagnósticos, o que é isso?

Indescritíveis. É o adjectivo que classifica algumas situações que nos desesperam, aliviam ou chocam. Quebro o meu silêncio para escrever sobre as três. Durante o mês identificado pelo natal, foi diagnosticado a um ente meu muito querido e noviço, um linfoma. Para contextualizar, ele vive em Londres e deslocou-se a Portugal para passar as festas, e mal o avião pousou deu logo entrada de urgência na clínica dos lusíadas dado encontrar-se com um gânglio inflamado no pescoço. Exame atrás de exame, surge a drástica notícia. No ipo (instituto português de oncologia) foi lhe passado um “papel” para que quando regressasse a Londres pudesse apenas apresentar-se e dar continuidade urgente aos tratamentos cá iniciados. Não é que na dita cidade britânica, após realizados novos exames de confirmação, é verificado um resultado falso? O ipo face a esta contradicção exige novamente a presença do míudo, novos exames são realizados, e é de facto verdade, os primeiros apresentaram um falso positivo. Está tudo bem, tratou-se apenas de uma inflamação no organismo que apresentou aquele mesmo sintoma.

O meu desespero foi substituído por alívio que está neste momento a dar lugar ao choque. Não tenciono iniciar aqui uma caça às bruxas mas os resultados dos exames não devem ser verificados e confirmados antes de se darem certezas? Esta situação resultou apenas numa conta exorbitante em exames, internamentos, tratamentos desnecessários e deslocações. Em qualquer momento prefiro a conta exorbitante à alternativa, mas imaginemos que o contrário se sucedia: “Está tudo bem, vá para casa desembrulhar presentes” – mas não estava..