15 abril 2009

É para levar sff!

Já há algum tempo que queria aqui colocar um texto sobre algo que nos aflige a todos, nós - presenças desta sociedade consumista - que mal temos tempo para respirar, quanto mais para nos sentarmos e saborearmos uma boa refeição caseira, onde a roda dos alimentos se encontra bem representada. Somos a geração dos corpinhos McDonalds, com tudo o que isso implica, bom ou mau. É um restaurante que frequento ocasionalmente, tal como muitas outras almas, e não sendo por sombras o meu prato de eleição, sou capaz de apreciar as facilidades que um big mac me proporciona. O impacto desta cadeia de fast-food na actualidade é exponencial e não me atrevo sequer a tentar descrevê-lo, não só porque me faltam informações, mas também porque tenho aulas amanhã.

À excepção dos meninos e meninas perfeitos, digo isto sem qualquer depreciação, toda a gente come mcdonalds. Prova disso serão os índices de excesso de peso e obesidade que se verificam em todas as metrópoles por esse globo fora. Toda a popularidade em torno da hamburgaria e o seu palhaço, transforma este pronto-a-comer num foco capitalista sobre o qual muitos comunistas poderiam dissertar.

Chegamos assim ao tópico de que quero falar (não, não sou "comuna", e o que tenho para dizer é ainda mais grave): sendo o McDonalds um dos melhores exemplos de capitalismo internacional (receitas milionárias), um dos maiores formadores de mão-de-obra no âmbito do primeiro emprego (não gasta muito com os funcionários), porque raio, repito para enfatizar a minha indignação, porque raio é que nos dá, a nós clientes, os produtos take-away dentro de um saco de papel que se desfaz com a humidade da própria comida? Aliás, creio na minha inocência, que "aquilo" não é o que legalmente se possa considerar um saco; não tem pegas para nos conceder um transporte cómodo e tranquilo, que assegure uma chegada ao destino, dos nossos bens alimentícios, na sua integridade máxima. Tem um sistema polimórfico de se fechar sobre si próprio, improvisando assim um amparo, apropriado para habituais roedores de unhas, podendo nós optar por esta forma de manuseio ou então aquela, a que envolve o ante-braço como suporte, sempre muito estilosa nos filmes americanos, mas na prática fazendo com que mudemos temporariamente de desodorizante para o fabuloso odor a fritos. Não me entendo com os ditos sacos e não entendo a (in)coerência da escolha. Tenho sempre a sensação de carregar o meu almoço numa fralda, e suponho não ser a única neste drama. Com tanto sucesso, as estimativas alegam que vendem um hamburger a cada 75 segundos, falta de orçamento não serve como desculpa, não seria de considerar emendar este flagelo do "é para levar sff"?

Deixo aqui o meu apelo, dirigido ao Sr. Palhaço McDonalds e sua Senhora, ouça as gentes, esta sua punch-line na'tem graça!

12 abril 2009

Ninguém quer fazer por mim..?

Alguém sabe o trabalhão que dá mudar o template de um blog? Bem, pelo menos no meu caso, sempre fui esquisita e, sempre me faltaram requisitos para me valer aos meus próprios caprichos. Mas com alguma seriedade, estava cansada do aspecto geral desta **** (censurado) e queria alterar um bocado as coisas, desisto assim por falta de paciência. A maior parte dos templates que encontrei (fora dos 16 propostos pelo blogger), eram alterações de templates do wordpress, ou seja, quaisquer mudanças que se quisessem fazer aos mesmos, era necessário algum conhecimento (ou pelo menos vontade de aprender) de html; sem falar nas inúmeras linhas de código com patentes, créditos e direitos, tudo bem para quem os desenhou, precaver-se não é mau, mas bastava-me fazer isto (estou a fazer agora para exemplificar) - "ctrl + a, del" - e continuava a poder usar o template sem prestar a devida autoria.. Confesso isto porque não o fiz, acabei por regressar ao pré-definido do blogger e olha, auguente-se.

PS - quem estiver interessado e com paciência para mudar de tema, um bom site que encontrei e recomendo é http://btemplates.com/ - inúmeros templates "grátes"

[edit] humm.. relendo este post creio piamente que devia ter continuado com o ctrl + a, del...

08 abril 2009

Dear PlayBullys..

Já saiu para as bancas há algum tempo mas só agora (como se nota) é que me pronuncio sobre ela. A tão aguardada playboy portuguesa despertou as suas polémicas, tanto no mundo virtual como no jet-seis nacional. Desde a escolha da Mónica Sofia como "inesquecível primeira", as opções gráficas, até ao conteúdo interior, tudo já foi escrutinado, falado, dito e mal-dito sobre a estreia da revista masculina. Bem ou mal falam sobre isso, é o que penso. Censuro sem dúvida aqueles que não hesitam em julgar sem ter lido, ou até mesmo que leram, gostaram e não admitem, porque afinal de contas estamos a falar de um produto nacional, eu cá só compro estrangeiro, porque no estrangeiro tudo é melhor, sim deve ser, só pode, afinal de contas não é feito cá.
Cansei-me de ler inúmeros comentários pobres de espírito, "Porque cá não há babes, as norueguesas, essas sim! Porque a mónica parece saída da amazónia, tem as mamas descaídas, o fundo é onde? Na ribeira do Sado? 8 páginas de entrevista ao Costinha? Não tem editores ou é para agradar à população gay?" Pessoalmente, creio que qualquer um faz melhor quando não tem de facto que provar que faz; A Mónica como primeira capa não podia ter sido melhor escolha (haviam de lá meter a Maya, não?), uma rapariga portuguesa de traços exóticos, conhecida por ter feito parte das Delírio, independentemente da capa ser ou não do meu agrado, concordo com a não exposição logo no primeiro número, puritanismos à parte, a playboy tem uma quota parte de mercado que não está minimamente interessado nas entrevistas/artigos, quer apenas, perdoem-me a expressão: "gajas nuas"; se a cachopa fosse logo despida para a banca, não havia necessidade de espreitar o interior. Aos que não sabem, e por falta de informação não será, é uma triste pena que se manifestem na ignorância, a playboy não edita as entrevistas. Como o entrevistado fala, o que quer que diga, é assim que é impresso no papel; pela minha parte também fiquei surpreendida por o Costinha ter tanto para dizer, mas olha, bom para ele. Em relação às fotografias de nú artístico no interior achei o estilo de produção elegante e recomendável, se irá de encontro ao esperado público-playboy, alguém mais qualificado que eu dirá. Devo confessar que a minha parte preferida centra-se na intervenção do Nuno Markl "Querida, é pelos artigos", sendo apenas um apontamento sobre a sua colaboração na revista, mas promissor sem falhar com o humor a que nos habituou.
Regra geral, creio que a playboy tem pernas para andar, tendo o seu próprio nicho de mercado, diferenciando-se das outras também catalogadas como revistas masculinas. Vamos lá ver é se o português merece.