É suposto escrever qualquer coisinha aqui de vez em quando. Hum, deixa ver.. Estamos no Natal, será este um bom tópico? O Natal é uma festa religiosa, época de paz e alegria e, até esperança. Sim, esperança! De quê não sei. A realidade é que na minha inocência pagã não consigo gostar do Natal. Como ele é praticado hoje em dia, quero dizer. Em vez do dito amor entre todos os homens, assiste‐se a uma guerra sanguinária em qualquer centro comercial em que se cometa a loucura de entrar.
Sejamos sinceros, já passaram mais de 2000 anos desde que aquele senhor que até mandava uns bitates nasceu. A meu crer diria mesmo que já ninguém se lembra. O importante é demonstrar, àqueles de quem mais gostamos, o exacto preço do nosso amor. “Sim, eu gosto de ti 96€ mas aparentemente não é mútuo, vi esse casaco que me deste na sacoor a 49€” – ora, ora, que cruel, não é verdade. O Natal é, como já ouvi dizer, o que tu quiseres dar e passo a citar o exemplo escolhido: “uma pedra que encontres na calçada” ... posso estar enganada, mas a menos que eu tencione partir um vidro para me infiltrar num qualquer evento de forma clandestina, não vejo mais utilidades para o teu amor. Não é que o seu conceito base não seja bonito, é, e reconheço‐o, apenas não creio que com hipocrisia a coisa vá ao sítio. Num único dia do ano, pôr de lado as divergências e engolir com amargura o orgulho, deixando assente em marcas subtis que a nossa submissão foi forçada pela festa, simplesmente para não incomodar os vizinhos. Gostaria de pensar num mundo em que essas mesmas divergências seriam resolvidas com maturidade em qualquer outra altura do ano, por moto próprio, louvando a racionalidade e facilitando então agora o tal cumprimento “Hey, feliz natal para ti!” (isto já não se pode dizer, o termo politicamente correcto é Festas Felizes, para respeitar os cidadãos que não celebram o rito); Gostaria de crer que o Natal não é a época do ano com maior taxa de suicídios, que não antecede o ano novo como uma fase de excessos, em todos os campos, materialista, culinários e alcóolicos, que não é motivo de stress com os presentes, embrulhos, enfeites e consoadas, e assim.. Talvez assim, poder colocar, livremente, toda a enfâse possível nas quatro sílabas do consumismo.
Mas este ano ainda não...
Bem.. Pelo menos a música nos supermercados é gira.
Sejamos sinceros, já passaram mais de 2000 anos desde que aquele senhor que até mandava uns bitates nasceu. A meu crer diria mesmo que já ninguém se lembra. O importante é demonstrar, àqueles de quem mais gostamos, o exacto preço do nosso amor. “Sim, eu gosto de ti 96€ mas aparentemente não é mútuo, vi esse casaco que me deste na sacoor a 49€” – ora, ora, que cruel, não é verdade. O Natal é, como já ouvi dizer, o que tu quiseres dar e passo a citar o exemplo escolhido: “uma pedra que encontres na calçada” ... posso estar enganada, mas a menos que eu tencione partir um vidro para me infiltrar num qualquer evento de forma clandestina, não vejo mais utilidades para o teu amor. Não é que o seu conceito base não seja bonito, é, e reconheço‐o, apenas não creio que com hipocrisia a coisa vá ao sítio. Num único dia do ano, pôr de lado as divergências e engolir com amargura o orgulho, deixando assente em marcas subtis que a nossa submissão foi forçada pela festa, simplesmente para não incomodar os vizinhos. Gostaria de pensar num mundo em que essas mesmas divergências seriam resolvidas com maturidade em qualquer outra altura do ano, por moto próprio, louvando a racionalidade e facilitando então agora o tal cumprimento “Hey, feliz natal para ti!” (isto já não se pode dizer, o termo politicamente correcto é Festas Felizes, para respeitar os cidadãos que não celebram o rito); Gostaria de crer que o Natal não é a época do ano com maior taxa de suicídios, que não antecede o ano novo como uma fase de excessos, em todos os campos, materialista, culinários e alcóolicos, que não é motivo de stress com os presentes, embrulhos, enfeites e consoadas, e assim.. Talvez assim, poder colocar, livremente, toda a enfâse possível nas quatro sílabas do consumismo.
Mas este ano ainda não...
Bem.. Pelo menos a música nos supermercados é gira.
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