Já saiu para as bancas há algum tempo mas só agora (como se nota) é que me pronuncio sobre ela. A tão aguardada playboy portuguesa despertou as suas polémicas, tanto no mundo virtual como no jet-seis nacional. Desde a escolha da Mónica Sofia como "inesquecível primeira", as opções gráficas, até ao conteúdo interior, tudo já foi escrutinado, falado, dito e mal-dito sobre a estreia da revista masculina. Bem ou mal falam sobre isso, é o que penso. Censuro sem dúvida aqueles que não hesitam em julgar sem ter lido, ou até mesmo que leram, gostaram e não admitem, porque afinal de contas estamos a falar de um produto nacional, eu cá só compro estrangeiro, porque no estrangeiro tudo é melhor, sim deve ser, só pode, afinal de contas não é feito cá.Cansei-me de ler inúmeros comentários pobres de espírito, "Porque cá não há babes, as norueguesas, essas sim! Porque a mónica parece saída da amazónia, tem as mamas descaídas, o fundo é onde? Na ribeira do Sado? 8 páginas de entrevista ao Costinha? Não tem editores ou é para agradar à população gay?" Pessoalmente, creio que qualquer um faz melhor quando não tem de facto que provar que faz; A Mónica como primeira capa não podia ter sido melhor escolha (haviam de lá meter a Maya, não?), uma rapariga portuguesa de traços exóticos, conhecida por ter feito parte das Delírio, independentemente da capa ser ou não do meu agrado, concordo com a não exposição logo no primeiro número, puritanismos à parte, a playboy tem uma quota parte de mercado que não está minimamente interessado nas entrevistas/artigos, quer apenas, perdoem-me a expressão: "gajas nuas"; se a cachopa fosse logo despida para a banca, não havia necessidade de espreitar o interior. Aos que não sabem, e por falta de informação não será, é uma triste pena que se manifestem na ignorância, a playboy não edita as entrevistas. Como o entrevistado fala, o que quer que diga, é assim que é impresso no papel; pela minha parte também fiquei surpreendida por o Costinha ter tanto para dizer, mas olha, bom para ele. Em relação às fotografias de nú artístico no interior achei o estilo de produção elegante e recomendável, se irá de encontro ao esperado público-playboy, alguém mais qualificado que eu dirá. Devo confessar que a minha parte preferida centra-se na intervenção do Nuno Markl "Querida, é pelos artigos", sendo apenas um apontamento sobre a sua colaboração na revista, mas promissor sem falhar com o humor a que nos habituou.
Regra geral, creio que a playboy tem pernas para andar, tendo o seu próprio nicho de mercado, diferenciando-se das outras também catalogadas como revistas masculinas. Vamos lá ver é se o português merece.
Regra geral, creio que a playboy tem pernas para andar, tendo o seu próprio nicho de mercado, diferenciando-se das outras também catalogadas como revistas masculinas. Vamos lá ver é se o português merece.
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