13 agosto 2009

Custo de Morte em Lisboa

A bela capital, centro da vida, epicentro da acção, espaço de referência neste pequeno país tuga, como obrigatoriedade em qualquer itinerário. Gosto da minha capital, não sei explicar porquê mas gosto. Não, não é patriotismo, não é veleidade no leque de interesses, gosto apenas. Tendo sempre vivido no que será considerado um subúrbio, faço agora o número da saloia que vem à cidade. Constatei há alguns anos atrás, na plenitude de todo o meu espanto, que as coisas nos arredores onde habitei, eram mais caras! Uma t-shirt “igualinha” às que se vendem na Zara por 4,90€, na Moda Jovem custa 9,90€. Poderá pensar-se que a diferença monetária se justifica pela qualidade, mas não. Um cinzeiro a imitar os da Casa, numa loja de decoração rasca, tende a duplicar o preço, porquê? Será que o dono foi compra-los à Casa e o excedente que nos cobra é o custo do transporte? Realmente não sei. Poderão questionar-se porque abordo isto, é justo e passo já de seguida a explicar: primeiro porque é suposto escrever aqui qualquer coisinha e, não tendo nada sobre o qual falar, parece-me um bom não-tópico. Segundo, como acima referi, sou a saloia que veio à cidade, e com a inflação em mente, encontrei alguns produtos que são a excepção nesta incompreensão. São eles pois, os periféricos do tabaco, os amigos do tabagista, perseguido neste holocausto de saúde que se vive. Falo de mortalhas e filtros uma vez que o tabaco em si tem preço de tabela, deixando os itens remanescentes por tabelar à descrição do vendedor. No meu subúrbio podia facilmente adquirir estes complementos por um total de 1,60€, tudo bem que já sabia onde era mais barato mas não variava muito à volta deste total, duas embalagens com 50 mortalhas, a 0,25€ cada, e caixinha com 100 filtros por 1,10€; na adorada capital que tanto gabo, na tabacaria do centro comercial do Lumiar, aproveitaram-se da minha necessidade de nicotina para me cobrarem 1,30€ pelas mortalhas, unicamente, este é apenas um exemplo demonstrativo. Ainda para mais, tendo em conta todas as inibições impostas pela lei do tabaco, lei essa que respeito, tendo atenção aos passivos, creio que o fumador devia beneficiar de umas promoções ou algo que se pareça, uma vez que nos assiste o direito de nos auto-destruirmos, sem cairmos à mercê das tabacarias que exploram o nosso vício. Acho indecente, tenho dito!! (Dupla exclamação para dar ênfase).

2 comentários:

Inês disse...

Isso é questão de procurares bem. Podes sempre ir ao teu suburbio habitual e trazer quantidade para um mês.

Janica disse...

Posso sim, é sempre uma opção, mas algo chata. Entretanto decidi comprar online, recomenda-se.